Em busca das mesmas condições de vento e maré que encontrarão durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto, a equipe brasileira de vela olímpica passou duas semanas na cidade de Qingdao, na China, onde serão realizadas as regatas olímpicas. Os velejadores, porém, encontraram bem mais do que procuravam.
Em quase 20 dias na cidade, na mesma fase da lua que encontrarão em agosto, durante os Jogos, os treinos foram realizados em condições que quase impediam que os barcos fossem para a água. Em um dia, o vilão era a neblina, que reduzia a visibilidade e obrigava cada barco a sair com GPS, sistema de posicionamento via satélite, para não se perder em alto mar. Em outros, a vilã era uma espécie de alga, que cobria o mar e impedia o uso de algumas raias.
“Era impossível não pegar as áreas de alga. Algumas ‘ilhas’ eram do tamanho de um campo de futebol. Os pescadores tiravam da água, todos os dias, barcos cheios de alga e mesmo assim ainda ficava bastante. Se pegar no barco, atrapalha mesmo”, conta André Fonseca, da classe 49er.
A neblina também atrapalhou bastante. “Em alguns dias, não tínhamos visibilidade nenhuma. Se fosse regata, ela teria sido cancelada”, diz a gaúcha Fernanda Oliveira, da classe 470. Bruno Fontes, da classe Laser, se perdeu no primeiro dia em que encontrou a neblina.
“Para voltar para o clube, fomos no ‘feeling’ mesmo. Partimos na direção em que achávamos que estava a costa e, quando chegamos perto, fomos costeando até o clube. No visual, não dava para encontrar nada”, diz o catarinense.
Postado por Lu Antunes



